Wood & Stock: Sexo, Orégano e Rock’n’roll*

29/09/2010

Coisa mais datada do mundo são os hippies. Nos anos 80 foram superados pelo individualismo consumista dos Yupies, milionários antes dos 25. Hoje, conceitos como “aldeia global” e “conservação da natureza” são muito mais mercadológicos e lucrativos que parte da filosofia Paz e Amor.

Nesse ambiente contemporâneo é que Angeli (ideia original), Otto Guerra (diretor) e Rodrigo John (roteirista) criam piadas e mais piadas para o seu heróico Wood & Stock: Sexo, Orégano e Rock’n’roll (2006).

Duplamente heróico, diga-se de passagem. Primeiro por fazer uma animação brasileira. Segundo por fazer uma animação baseada em personagens tão, digamos, excêntricos, quanto os de Angeli. Passeiam pela tela não só os últimos hippies da terra (que emprestam seu nome ao filme), mas também os Skrotinhos, Bob Cuspe, Rhalah Ricota e outros tantos personagens históricos do quadrinista. Sem contar a memorável ressurreição da falecida Rê Bordosa, na voz de Rita Lee.

Mas nem tudo são flores. Ainda que o filme tenha grandes momentos e piadas hilárias, especialmente as que exploram o anacronismo de hippies no mundo moderno (ou as sequelas deixadas pelos anos e anos de excessos), existem muitos problemas.

A falta de ritmo e timming são gritantes. Além da técnica de animação, que está anos-luz dos padrões de qualidade gringos. Mas, ei! É uma animação brasileira. Coisa para poucos. Poucos e bons.

*Luiz Vilela escreveu este texto. Trata-se do programa distribuído durante exibição de “Wood & Stock: sexo, orégano e rock’n’roll”, no dia 28 de setembro de 2010.


É hoje! Wood & Stock – sexo, orégano e rock’n’roll no Terça tem cinema

28/09/2010

Hoje tem exibição da animação brasileira Wood & Stock – sexo, orégano e rock’n’roll pelo clube de cinema da UTFPR Terça tem cinema. O filme rola no miniauditório do Campus Curitiba (Av. Sete de Setembro, 3.165 – Rebouças), às 18h30, com entrada gratuita. No final, sempre tem bate-papo!

Até lá e fiquem com um trecho da animação:


Se você gostou de “Wood & Stock”, poderá gostar também de…

26/09/2010


Fritz the cat (1972)


Up in Smoke (1978)


The Nine Lives of Fritz the cat (1974)


Cheech & Chong’s Next Movie (1980)


Dazed and confused (1993)

Obs.: As recomendações são do IMDB.


Angeli na TV Trip

24/09/2010

Em agosto, Angeli deu uma entrevista para a Revista Trip. Na ocasião, filmaram e editaram uma parte do papo, em que o quadrinista, autor de Wood & Stock, fala sobre seu candidato a Presidência ideal e novos cartunistas.


tiras “wood & stock”

22/09/2010






Clique nas tiras para ler melhor ;)


Mais uma entrevista com Otto Guerra

20/09/2010

Omelete entrevista: Otto Guerra, diretor de Wood & Stock*

O gaúcho Otto Guerra esteve em São Paulo na época do Animamundi. Veio mostrar seu trabalho mais recente Wood & Stock – Sexo, Orégano e Rock ´n Roll. No meio de sua agenda cheia de compromissos, ele parou um tempinho para trocar uma idéia com o Omelete. O lugar marcado foi o Bar Brahma, na esquina da Ipiranga com a São João, um dos cruzamentos mais conhecidos do Brasil. E o que era para ser um bate-papo rápido sobre o filme acabou virando uma longa e prazerosa conversa de quase uma hora. Do tema principal vieram à tona discussões sobre os processos de produção e distribuição dos filmes no país. Tudo colocado de maneira simples e bem humorada, claro! Até do caso que ele teve com o Angeli ele falou… ;-)

De onde veio a idéia do longa?

A idéia vem de uns dez anos atrás, quando fiz um filme chamado Rocky & Hudson – Os caubóis gays, que também é baseado em quadrinhos. Naquela época o Adão [Iturrusgarai], autor do Rock & Hudson, veio morar em São Paulo e acabou ficando muito amigo do Angeli, quando trabalhou com ele, Laerte e Glauco, fazendo Los três amigos. E como fã do Angeli eu achava muito legal pegar o universo do cara e tentar transpor para um filme.

A idéia já tem estes dez anos, mas começamos a roteirizar e efetivar o projeto de fato em 2000, quando a gente ganhou um prêmio chamado B.O. (Baixo Orçamento), do Ministério da Cultura, para produção de cinema e conseguimos 50% do orçamento.

Por ser uma história baseada em tiras de quadrinhos, tivemos um problema incrível para escrever o roteiro. Foram pelo menos dois anos de roteirização. A gente queria que não traísse o universo do cara, que conseguisse reproduzir sua obra. Considero o Angeli um gênio e por isso foi muito difícil. O próprio Angeli dizia que a gente ia fazer uma coisa meio Turma da Mônica, por ser animação. Ele viu o filme no Festival de Recife e gostou. Eu estava na sessão e fiquei reparando o rosto dele e tal. A gente conseguiu trazer para a tela uma adaptação quase fiel ao trabalho do cara.
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Otto Guerra fala ao Canal Brasil sobre Wood & Stock

18/09/2010

parte 1:

parte 2:

(E, por falar em Wood & Stock, indicamos o site do filme para quem quiser obter mais informações)


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