Sin City – A Cidade do Pecado

14/03/2013

sincity5Existem, basicamente, dois tipos de pessoas, e suas respectivas atitudes, em relação a “Sin City – Cidade do Pecado”. A primeira envolve exaltar como a adaptação é perfeita, sendo praticamente uma versão em movimento dos quadrinhos de Frank Miller – que, não por acaso, co-dirigiu com Robert Rodriguez. A segunda é um bocado mais chata, assumindo a postura que nem dá para considerar uma adaptação, e sim uma reprodução do que foi feito das graphic novels (para ficar no termo criado pelo saudoso Will Eisner).

Desde já, deixo claro que acho esse segundo pensamento uma bobagem. Mudou de mídia, nesse caso dos quadrinhos para o cinema, é uma adaptação, oras.

Mas o bacana é que essa ‘crítica’, no sentido rasteiro e contemporâneo da palavra, aponta justamente para a maior qualidade do longa: a mesma diversão que você teve ao acompanhar os personagens da degradada Basin City nos quadrinhos, você vai ter no filme.

Para isso foi necessário muito mais do que um simples usar de maquiagem e filtros em preto e branco. O traço hiperestilizado de Miller é emulado aqui, em muito, nos cenários, criados 100% no digital (o que envolve uma certa economia também). Com isso, a mistura ao mesmo tempo expressionista e neo-noir dos quadrinhos ganha textura, profundidade e movimentos, típicos do cinema.

E se lendo aqui, nesse texto, essa mistura que falei ali em cima de expressionismo e neo-noir parece indigesta, não se engane. A coisa é bacana. Os cenários opressivos da cidade corrompida, com suas linhas gigantescas e irreais, são tão perfeitos para a ambientação do noir que dá vontade de refilmar “O Falcão Maltês”, com Humprey Bogart, maior representante do noir, evocando as linhas de um “Gabinete do Doutor Caligari”.

E se “Sin City” ainda deve muito a esses dois como filme, fica em pé de igualdade com seus personagens. Todos de moral dúbia e sem muita preocupação com uso de violência. O que inclui mulheres, crianças, políticos e membros do clero. Ninguém se salva nesse universo. Não é por acaso que Rodriguez chamou seu amigo de longa data, Quentin Tarantino, para dirigir uma sequência do filme (devolvendo o favor, já que Rodriguez montou a trilha de “Kill Bill” cobrando apenas um dólar).

* Texto escrito por Luiz Gustavo Vilela e distribuído como programa na exibição do filme “Sin City – A Cidade do Pecado” em 12/03/13.


Nesta terça tem Sin City – A Cidade do Pecado

11/03/2013

sincity4O projeto Terça Tem Cinema começa o ano de 2013 com a exibição do filme Sin City – A Cidade do Pecado.

Dia: 12 de março
Hora: 18h30
Local: Miniauditório do Campus Curitiba da UTFPR

Confira a ficha técnica:

Título Original: Sin City
Gênero: Ação
Duração: 124 minutos
Ano de lançamento: 2005
País: Estados Unidos
Direção: Frank Miller, Robert Rodriguez, Quentin Tarantino
Elenco: Bruce Willis, Mickey Rourke, Jessica Alba, Rosario Dawson, Clive Owen, Nick Stahl, Rutger Hauer, Elijah Wood, Powers Booth, Jaime King, Benicio Del Toro, Devon Aoki, Brittany Murphy, Michael Clarke Duncan, Carla Gugino, Alexis Bledel, Josh Hartnett, Marley Shelton, Michael Madsen, Tommy Flanagan, Makenzie Vega, Frank Miller.

Sinopse: O filme explora a sombria e miserável Sin City, contando a história de três pessoas diferentes, todas envolvidas em situações violentas. Adaptação de algumas obras de Frank Miller, o filme mostra Marvin, que quer vingar a morte da única mulher que amou; Hartigan, um policial que deve proteger a stripper Nancy; e Dwight, um detetive particular que vai proteger as damas da noite.

Assista ao trailer:


Crítica: Sin City – A Cidade do Pecado

08/03/2013

sincity3Sin City – A Cidade do Pecado é um filme habitado por personagens secos, cruéis e violentos, para os quais a idéia de `redenção` envolve, necessariamente, a morte (preferencialmente dolorosa) de seus inimigos. Amorais por princípio, são figuras que sequer buscam justificativas internas para seus atos; matar é lugar-comum, quase uma questão de bom senso. Aliás, esta visão profundamente distorcida do mundo já pode ser percebida na breve introdução do longa, numa cena em que a sensualidade e a compaixão também revelam-se atributos que servem como mero disfarce para o crime.

Dividido em três histórias (quatro, se contarmos a breve introdução), o longa assume o caráter de antologia com tranqüilidade, sem se preocupar em unir as tramas que lhe serviram de inspiração (todas originadas nos quadrinhos de Frank Miller) em uma única narrativa coesa – o que provavelmente comprometeria o resultado final. Além disso, embora conte histórias distintas, há dois elementos, bem mais importantes, que unem os `curtas`: o tom noir adotado por Miller e Robert Rodriguez e, é claro, o caráter ambíguo de seus anti-heróis – todos personagens claramente `malditos’. Da mesma forma, é fascinante perceber como o roteiro é hábil ao entrecruzar as várias narrativas, utilizando figuras proeminentes em uma como figurante das outras. Mas não há dúvida de que o traço mais marcante de Sin City é mesmo a maneira sem compromissos com que retrata a violência em cenas que envolvem de tiroteios a decapitações e até mesmo canibalismo. Aqui, a tortura é um pré-requisito do assassinato – e, depois que uma personagem golpeia alguém com uma faca, ouvimos a narração: `Você não sentirá nada a não ser que ela queira. Ela torce a lâmina. Ele sente.`

As narrações que acompanham as histórias, diga-se de passagem, são um atrativo à parte, sendo feitas por personagens diferentes, de acordo com o foco da trama abordada em cada instante. Utilizando sempre frases curtas e objetivas, elas refletem com precisão o ritmo específico dos quadrinhos, onde a própria limitação de espaço nos balões exige uma concisão maior por parte de seus autores. Assim, quando o policial interpretado por Bruce Willis surge na tela, ouvimos as seguintes palavras: `Falta só uma hora. Meu último dia como policial. Aposentadoria precoce. Não foi minha idéia. Ordem do médico. Problema de coração. Angina, diz ele.` Esta opção do roteiro resulta em uma cadência não apenas interessante, mas bastante diferente do que estamos habituados a escutar no Cinema.

Adotando o mesmo recurso empregado em filmes como Capitão Sky e o Mundo de Amanhã, Immortel (ad vitam) e Casshern, Robert Rodriguez rodou todo o longa em estúdio, utilizando, como cenário, apenas uma tela verde que foi posteriormente substituída por elementos criados em computador. No entanto, ao contrário do que ocorreu em vários de seus trabalhos anteriores, o cineasta desta vez não coloca a estética acima da narrativa: sim, a elaboração digital dos cenários permite que Rodriguez tenha controle absoluto sobre o visual do longa, mas, felizmente, ele consegue controlar seus ímpetos de grandiosidade (tão prejudiciais à Era uma Vez no México, por exemplo) e se concentra no que realmente pode servir à narrativa. Assim, Sin City – A Cidade do Pecado assume sem timidez sua natureza noir (especialmente o aspecto expressionista do gênero), abusando das sombras marcadas, da divisão pronunciada do claro-escuro, e, é claro, dos cenários assimétricos. E, além de lindamente compostos, os quadros concebidos por Rodriguez (que divide os créditos com Miller) ainda encontram espaço para utilizar cores esporádicas como símbolos de sentimentos intensos, como amor, paixão e luxúria.

Outro ponto forte do projeto diz respeito ao seu impressionante elenco, a começar por Mickey Rourke, cuja presença física imponente e voz marcante transformam Marv em um ser aparentemente assustador que, com o tempo, revela traços mais suaves em seu temperamento, adicionando-o à clássica galeria da `fera com coração de ouro` (levando-se em conta, claro, que, em Sin City, ter um `coração de ouro` significa apenas que você não mata indiscriminadamente, mas com um propósito). Enquanto isso, Bruce Willis volta aos bons tempos (depois de Refém e Meu Vizinho Mafioso 2) e impressiona como o amargurado policial Hartigan, que não mede esforços para tirar um canalha sádico das ruas (e é bacana ver Willis assumindo sua idade e dizendo para Jessica Alba: `Eu poderia ser seu avô.`). Outro que merece aplausos (mesmo participando daquela que, para mim, é a mais irregular das três histórias) é Clive Owen, compondo um sujeito durão, mas com fortes princípios morais (talvez o único a tê-los, em todo o filme). Mas eu talvez esteja sendo injusto ao destacar os três apenas porque funcionam como protagonistas de seus episódios, já que todo o elenco secundário da produção é igualmente eficaz, de Elijah Wood (surpreendendo como um tipo ameaçador) a Benicio Del Toro e Rutger Hauer, que finalmente está sendo resgatado do limbo no qual se encontra desde o final da década de 80.

Despontando como o trabalho mais maduro de Robert Rodriguez, Sin City também evidencia o crescimento do cineasta ao apresentar diversas rimas narrativas que atravessam todas as histórias, incluindo temas e frases que se repetem constantemente. Um destes temas, em particular, certamente surpreenderá o público feminino, já que diz respeito justamente à força das personagens femininas apresentadas pelo filme, que, apesar de `protagonizado` por homens, condiciona as ações destes às determinações das mulheres que os cercam: todos os três episódios trazem homens que, mesmo fisicamente fortes, são psicologicamente submissos às garotas que protegem/vingam/amam. E aqueles que tiveram contato com a luta da feminista radical Andrea Dworkin (falecida recentemente) certamente a reconhecerão como inspiração para a juíza que manifesta seu repúdio por um personagem acusado de violência contra mulheres, em certo momento do longa.

Com isso, Sin City deixa de ser um entretenimento escapista (embora também funcione perfeitamente bem apenas neste nível) e torna-se palco de uma curiosa – e inesperada – discussão sobre as relações entre os sexos em um contexto de violência e dor. Em outras palavras: no mundo real.

Observação: A cena envolvendo os personagens de Benicio Del Toro e Clive Owen em um carro em movimento (você a reconhecerá com facilidade, acredite) foi dirigida por Quentin Tarantino, que usa, entre outros recursos, o zoom típico que caracteriza seus trabalhos.

Texto escrito por Pablo Villaça no Cinema em Cena


Crítica: Sin City – Cidade do Pecado

06/03/2013

sincity2Colecionador da série policial em quadrinhos Sin City desde 1992, quando o primeiro volume da série policial chegou às lojas, o prolífico Robert Rodriguez empolgou-se em realizar um longa-metragem baseado na obra. Doze anos se passaram até que ele finalmente encontrasse o tempo e os recursos necessário para fazê-lo. No entanto, havia uma problema… Frank Miller, o consagrado quadrinhista criador desta e de tantas outras HQs que mudaram a cara da nona arte nas décadas de 1980 e 90, não tinha intenção de vender os direitos para transformar sua obra autoral em filme.

Rodriguez, felizmente, não se deu por vencido. Preparou por conta própria um curta-metragem com Josh Hartnett no papel principal e apresentou-o a Miller. As opções apresentadas ao quadrinhista pelo cinesta foram bastante simples: se ele gostasse do que viu, os dois fariam o filme juntos. Do contrário, o criador teria um curta bacana pra mostrar para os amigos. O vídeo tinha três minutos de duração. Quando cheguei ao final do primeiro minuto, parei e disse o que quer que venha depois disso, pode contar comigo, comentou empolgado Miller em entrevista à revista Empire.

E o roteirista e ilustrador de Batman: O Cavaleiro das Trevas tinha razão para lançar-se no projeto tão apaixonadamente. O que ele viu era prova suficiente de que Sin City, HQ noir ilustrada em alto contraste, sem tons de cinza, podia sim ser adaptada para o cinema.

Com o aval do mestre, Rodriguez deixou a Associação dos Diretores da América (eles não permitem co-direções quando os cineastas já têm nomes estabelecidos) e além de co-dirigir, como já virou mania em seus filmes, ele também montou, produziu, compôs parte da trilha, editou sons, supervisionou efeitos especiais, dirigiu a fotografia e até operou câmeras da adaptação.

De fato, chamar o longa-metragem de adaptação é falar bobagem. Não houve concessão alguma ali. Cada plano do filme, cada diálogo é diretamente extraído da obra em quadrinhos. Os tons de cinza até aparecem (ficaria estranhíssimo se não existissem), mas o contraste é diferente de tudo o que já foi produzido na indústria do cinema até hoje. Para obter tal requinte estilístico, Rodriguez rodou toda a produção com fundos verdes – croma-keys – que mais tarde foram substituídos por pretos e brancos totais, tons há muito buscados e pouco obtidos por diretores de fotografia de todo o mundo. A cor, como no quadrinho, só é utilizada quando tem relevância total para a história. O sangue é vermelho quando o filme pede que soframos por um personagem, o vilão é amarelo quando o asco precisa ser evidenciado.

A Cidade do Pecado em três tempos

A história do filme combina três volumes da série – The Hard Goodbye, The Big Fat Kill e That Yellow Bastard – mais uma introdução. Cada uma traz em seu elenco nomes invejáveis de Hollywood.

A primeira, sem dúvida a melhor, coloca o desacreditado Mickey Rourke de volta ao mundo dos vivos na Meca do Cinema. Sua dramática e dinâmica interpretação do durão tanque de guerra Marv, um truculento ex-criminoso em busca de vingança pela morte de uma prostituta, é tão memorável quanto a noite de amor que ele piedosamente recebe da profissional.

The big fat kill, a segunda, é a mais engraçada, mas também a menos empolgante. Ela trata de uma guerra entre policiais corruptos e as prostitutas da Cidade Velha de Sin City, donas de seu próprio pedaço e de um arsenal capaz de fazer cair o queixo de qualquer chefe de morro carioca. No centro desse confronto estão Jackie Boy (Benicio Del Toro, engraçadíssimo), Dwight (Clive Owen, com a competência habitual) e a chefe das amantes de aluguel, Gail (Rosario Dawson). Apesar dos diretores afirmarem que o tiroteio final foi propositalmente feito de forma cartunesca – com os personagens parecendo figuras recortadas diante do cenário 3-D -, a impressão é de que, nesta seqüência, eles erraram a mão. Mas eles têm crédito. Principalmente porque fica neste segmento a divertida cena filmada por Quentin Tarantino em que Dwight e o cadáver de Jackie Boy dirigem por uma rodovia enquanto travam um diálogo bizarro.

Dividida em duas partes, That Yellow Bastard é a mais violenta das três. A história traz Bruce Willis como Hartigan, um detetive durão (ok, vc já entendeu… TODOS os anti-heróis de Sin City são durões), que passa oito anos numa prisão infernal depois de impedir que o filho pedófilo de um influente político local faça mais uma vítima. Muito falou-se também sobre a participação da sexy (se existisse um superlativo para sexy essa palavra caberia perfeitamente aqui) Jessica Alba como a pequena Nancy Callahan. A falação é justificada. A linda atriz de traços latinos vive uma striper que só não mata ninguém do coração na platéia porque não tira a roupa (ela disse que ficaria desconfortável ficando nua no filme).

Sensual, cruel e engraçado, Sin City beira a perfeição. A atmosfera noir – o submundo de uma cidade corrupta, onde transitam vigaristas, assassinos, vigilantes e mulheres fatais – só se perde no já citado segmento descontrolado The Big Fat Kill. Se Miller e Rodriguez tivessem deixado apenas a introdução e os dois outros capítulos fossem levemente ampliados (um deles, The Yellow Bastard, foi também o que sofreu mais cortes na montagem), talvez o longa poderia ter ficado irretocável. De qualquer forma, o DVD permitirá que os três momentos sejam conferidos separadamente, o que deve tirar um pouco da má impressão do capítulo inferior aos demais. Mas com ou sem ele, Sin City é uma tremenda experiência visual. Aguardamos ansiosamente o segundo!

* Texto escrito por Érico Borgo no Omelete


Abandone seus pudores e embarque na Cidade do Pecado, a mais ousada adaptação de quadrinhos que chega aos cinemas

04/03/2013

sincity

Para transpor ao cinema as graphic novels de Frank Miller, o diretor Robert Rodriguez rompeu com o sindicato dos diretores e financiou do seu próprio bolso esta que foi sua mais arriscada empreitada. E deu certo, pelo menos o suficiente para garantir uma sequência que já está em andamento.

Visualmente é incontestável a qualidade de Sin City, filmada em digital de alta definição sempre em tela verde, os cenários foram depois inseridos em 3D mas ao contrário de outros filmes que utilizam a técnica (Sky Captain), o efeito passa imperceptível na maior parte do tempo, ajudado pela fotografia em preto e branco de forte contraste. Cada cena tenta reproduzir com fidelidade a arte de Miller desde a composição dos elementos ao pouco uso de movimentos de câmera, exatamente como se fossem quadrinhos. Há um uso de cor em detalhes de cena, sangue, olhares, o efeito é hipnótico e plasticamente muito bonito. Onde Sin City comete um “pecado” é na narrativa.

Na sua obsessão por se tornar absolutamente fiel à fonte, Rodriguez exagera na narração em off, nem tudo que serve para a literatura serve para o cinema. Em Sin City há longas sequências apenas com diálogos internos dos personagens e mesmo quando essas narrações poderiam ser traduzidas em imagens os personagens continuam falando, descrevendo às vezes o que estamos vendo com nossos olhos. Pode-se dizer que por ter se inspirado em romances policiais noir baratos a narração seja aceitável, só que o que funciona bem em uma história se torna cansativo em três.

Um detalhe que vai causar desconforto em muitos espectadores é o caráter um tanto niilista do universo de Frank Miller, todas as histórias são protagonizadas por anti-heróis que salvam suas mulheres das garras de maníacos, pedófilos e canibais mas eles são tão imorais e psicóticos quanto os vilões e não há muita preocupação com verossimilhança ou mensagens, os diálogos e ações são exagerados mas pelo menos esse tom é estabelecido logo no começo e não fica a sensação de que o espectador foi subestimado, só depende de você entrar no clima.

Há uma constelação de estrelas no filme, de pequenas pontas como Josh Harnett e Elijah Wood (surpreendentemente perturbador) a Jessica Alba, Rosario Dawson e Britanny Murphy, todas as mulheres estão sensuais e fatais, os vilões são vividos por Nick Stahl (de Exterminador do Futuro 3) e Benicio Del Toro, os anti heróis por Clive Owen e Bruce Willis, todos parecem à vontade com o estilo um tanto camp do filme mas é Mickey Rourke como Marv que se destaca, certamente com as melhores falas, Rourke se diverte como o matador deformado. As três histórias se intercalam em alguns momentos e são contadas fora de ordem, bem ao estilo de Quentin Tarantino que comandou uma sequência como diretor convidado.

Dá para entender um dos motivos que levaram Rodriguez a produzir e editar o filme ele mesmo, longe de Hollywood, há mulheres seminuas e violência o bastante para enlouquecer os censores e os estúdios parecem interessados apenas em filmes para todas as idades cujo retorno financeiro é mais garantido. Na sessão em que eu estava vi espectadores levantando e saindo enojados com o excesso de sangue esguichando, mutilações e torturas, mas há de se admirar a atitude de Rodriguez em abandonar a segurança da indústria para perseguir sua visão. E Sin City também ganha pontos por isso, mesmo possuindo algumas falhas.

* Texto escrito por Ary Monteiro Jr. em Cineplayers


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