Discussão em 2012 será sobre o cinema no cinema

14/02/2012

Os filmes de 2012 já foram escolhidos! Esse ano o tema do cineclube é “Cinema no cinema”. A ideia é debater sobre a própria produção e a indústria cinematográficas e a maneira como ela é abordada em diversos filmes, por diferentes cineastas e culturas.

Podemos observar em várias obras uma reflexão sobre o meio do cinema, mesmo que de forma implícita, através de homenagens a movimentos cinematográficos, técnicas ou características marcantes de diretores ou períodos. Entretanto, para evitar um debate muito amplo sobre a arte cinematográfica, optamos por filmes em que o tema “cinema” seja mostrado de maneira mais explícita.

A discussão vai levar em consideração a realidade cinematográfica apresentada em cada obra. Afinal, os modos de realização do cinema variam de acordo com a visão do cineasta, mas também com o público que se tem em mente, o país em que o filme é rodado, dentre outros aspectos culturais.

Outro ponto que a discussão deverá abordar será a presença da metalinguagem na narrativa das diferentes películas escolhidas, a forma como o próprio cinema fala sobre si mesmo e se autorreferencia. Em alguns momentos, o assunto será a relação do público com o cinema, ou ainda o “filme dentro do filme”, ou outros aspectos da produção e da fruição do universo do cinema.

Ao todo, serão oito filmes, de diversas nacionalidades. Iniciaremos as exibições com o filme norte-americano A Rosa Púrpura do Cairo.

programação completa já está disponível. Confira!

Anúncios

É hoje! Mais Estranho que a Ficção no Terça tem cinema

22/03/2011

Hoje o Terça tem cinema dá início à programação 2011 com a exibição do filme Mais Estranho que a Ficção. O filme rola no miniauditório do Campus Curitiba (Av. Sete de Setembro, 3.165 – Rebouças), às 18h30, com entrada gratuita. No final, sempre tem bate-papo. Apareça!

Mais Estranho que a Ficção (2006)*

Dizer que Hollywood passa por um período negro não é novidade alguma.

Há uma crise criativa incrível no cinema comercial norte-americano. Parece que o medo de rejeição dominou completamente os roteiristas e, para evitarem o fim amargo dos que ousam, tudo que se produz hoje em dia tem uma cara insossa de enlatados. Filmes saídos direto da linha de montagem. O festival de clichês que se acumulou nas últimas cinco dédacas faz com que quase qualquer filme, drama ou comédia, seja previsível. Espantamo-nos quando podemos dizer:

– Nossa, que filme diferente!

O advento de Charlie Kaufman, com seu “Quero Ser John Malkovich”, foi um sopro de inovação em meio ao desgastado paradigma dos filmes americanos. Num misto de realismo mágico e absurdo kafkiano, Kaufman apresentou a luz no fim do túnel: é possível ser criativo e, mesmo assim, comercial.

No melhor estilo kaufmanesco, surge “Mais Estranho que a Ficção”, dirigido por Marc Foster e roteiro de Zach Helm. Um filme inovador, mas sem jogar a criança com a água do banho. Aproveita o que há de melhor no paradigma tradicional da escrita de roteiros — apresentação, ponto de virada, desenvolvimento, ponto de virada II, desfecho –, mas com uma temática diferente e metalingüística.

Harold Crick, interpretado por Will Ferrel, o queridinho cômico do momento, é um auditor da Receira Federal. Num dia convencional, ele começa a ouvir uma voz, narrando tudo que ele faz. Primeiro, ele pensa estar louco, mas logo percebe que esta sugestão não é satisfatória. Crendo-se ser um personagem numa história literária, ele procura a ajuda do professor de Literatura Jules Hilbert (Dustin Hoffman), para descobrir quem é e em qual história está.

O desenvolvimento é brilhante. Esperamos o tempo todo por aquele deslize que derrubará o enredo e transformará este filme em mais uma daquelas comédias simplórias. Mas não; “Mais Estranho que a Ficção” se sustenta, do começo ao fim, sem dar respostas fáceis, sem abrir mão da sua ludicidade, sem tentar nos enganar com clichês.

A prova de que arriscar não é um salto sem rede de segurança; de que é possível sim ser criativo, sem abrir mão do entrenenimento.

* Texto escrito por Henry Alfred Bugalho e publicado no blog O Crítico.


Programação 2011

08/03/2011


E o Clube voltou…

04/04/2010

No dia 31 de março (quarta-feira), o Clube de Cinema da UTFPR retornou à ativa. A estreia da programação 2010 foi brindada com uma significativa adesão por parte do público, contando com aproximadamente 100 pessoas na plateia.

o respeitável público presente

A programação deste ano faz uma rápida passagem pelo mundo da animação. A estreia levou à tela do miniauditório do Campus Curitiba da UTFPR uma obra consagrada no gênero: O Estranho Mundo de Jack (The Nightmare Before Christmas, 1993), stop motion idealizado por Tim Burton e dirigido por Henry Selick.

A animação é considerada por muitos um marco em termos de produção. O filme envolveu as pessoas presentes por seus aspectos visuais, com suas belas imagens, personagens carismáticos e cenários riquíssimos, além de uma trama que prende a atenção do início ao fim, contando com uma trilha sonora que complementa a história.

Após a exibição, a plateia participou de um debate mediado pelos integrantes do Clube. Inicialmente foram abordadas, de forma breve, questões sobre a parte técnica do filme exibido, algumas curiosidades de produção e criação e aspectos narrativos. Também é importante ressaltar outras questões levantadas pela platéia, que, a propósito, já davam um ano de discussão no clube, a fim de tentar respondê-las.

Qual o futuro da animação? E o que é produzido no cenário brasileiro?

São indagações que nós mesmos nos fazemos e que, no decorrer do ano, vamos tentar, não responder, mas apontar caminhos que possibilitem debates cada vez mais interessantes e que instiguem a apreciação com a qualidade que o gênero de animação merece.

Em tempo: o próximo encontro será no dia 27 de abril, com exibição de As Bicicletas de Belleville (Les triplettes de Belleville, 2003).


Post escrito por Ivana Lemos e Sol Sloboda


Programação 2010

13/03/2010


E o tema de 2010 é…

10/03/2010

Animações. Já dá pra conferir os filmes escolhidos no link da Programação 2010.

Algumas mudanças:

– As exibições não serão mais realizadas nas segundas-feiras, mas nas terças-feiras, quase sempre a última do mês. Há apenas um filme (O estranho mundo de Jack, o primeiro da programação) que será exibido na quarta-feira (dia 31 de março, anota aí!).

– Por conta disso, o nome do projeto muda de Segunda tem cinema para Terça tem cinema.

– Em 2010, serão nove exibições (uma a mais em relação ao ano passado!!!): oito longas e um dia de curtas.

O resto continua a mesma coisa:

  • horário: às 18h30;
  • local: Miniauditório do Campus Curitiba da UTFPR (Av. Sete de Setembro, 3165);
  • entrada franca e aberta à comunidade interna e externa;
  • debates no final das exibições.

Apareçam!


Projeto reúne cinema e literatura no Campus Curitiba

21/10/2009

Os amantes de cinema de plantão têm, desde abril deste ano, uma nova opção de lazer e cultura no campus Curitiba da UTFPR. Trata-se do Clube de Cinema – Segunda tem Cinema, iniciativa do Núcleo de Artes da Universidade em parceria com alunos do curso de especialização em Comunicação e Cultura. O evento consiste na projeção de um filme adaptado de livro todas as últimas segundas-feiras do mês, seguido por discussão e bate-papo sobre o assunto, no miniauditório ou na sala de videoconferência do Campus.

Dia 28 de setembro, foi a vez de Persépolis, de Marjane Satrapi e Vincent Paronneud, uma produção de Irâ, França e Estados Unidos baseada nos quadrinhos franceses da iraniana Marjane Satrapi. Na ocasião, José Aguiar foi convidado para comentar o filme e traçar a ligação com o livro; além de quadrinista de nível internacional, Aguiar é crítico de quadrinhos e cinema, o que dinamizou o período de discussão, mediado pelo jornalista Luiz Gustavo Vilela.

“Os alunos tiveram a idéia dos encontros para discutir obras literárias adaptadas para o cinema; propus para trazermos essa idéia para cá, e assim surgiu o evento – a Universidade cede espaço, os alunos organizam o evento”, declarou Ismael Scheffler, coordenador do projeto, composto por oito apresentações e que conta, inclusive, com um blog, o hojetemcinema.wordpress.com.

Dia 26 de outubro, seis e meia da tarde, o Clube de Cinema apresentará Crime Delicado, o sexto filme do plano, escolhido, dentre outros motivos, por ser brasileiro; “só dois dos filmes são brasileiros, e a gente queria ter a participação de filmes nacionais. Além disso, o diretor, Beto Brant, faz uma tradução bem interessante do livro de Sérgio Sant’anna”, declara a jornalista Tassia Arouche, participante do projeto. Crime Delicado fala do relacionamento entre o crítico e a obra de arte, e, segundo Arouche, essa relação é tratada de forma “bem legal”, sendo relevante na escolha do filme para o Clube.


Notícia publicada no informativo eletrônico do Campus Curitiba, no dia 20/10/2009.


%d blogueiros gostam disto: